Quatro militares da equipa ciclo da GNR de Esmoriz, Ovar, salvaram duas adolescentes de morrerem afogadas numa praia não vigiada em Cortegaça. No sábado à tarde, dois dos militares lançaram-se à água, enquanto os outros dois pediam os meios de socorro e alertavam o nadador salvador da praia ao lado. "Foi instintivo, nem pensámos em mais nada, a não ser em salvar as meninas", explica o chefe de equipa Paulo Sabença, recusando o título de heróis.A equipa ‘bike’ estava junto à praia, quando ouviu os gritos de socorro das duas jovens de 12 e 14 anos. No pequeno areal encontravam-se também vários populares, entre eles pescadores, mas o mar estava de tal forma agitado que ninguém se atreveu a lançar-se à água, enquanto as vítimas eram arrastadas pela corrente.
"É daquelas alturas em que não temos tempo para pensar. Eu e o soldado Almeida descemos pelas rochas em direcçãoao mar, enquanto os restantes dois elementos, o outro Almeida e o Martins, accionaram os meios", explica Paulo Sabença.
Após inúmeros saltos por cima das enormes pedras que protegem a costa da erosão marítima, chegaram ao areal. "Rapidamente tirámos os pólos, as armas, e lançamo-nos à água, nadando em direcção às vítimas que cada vez se afastavam mais da costa", recorda.
Os meios de socorro chegaram rápido, mas as duas jovens já estavam sãs e salvas. "Não somos heróis. Fizemos apenas o que tínhamos a fazer", afirmam estes quatro guardas que no Inverno prestam serviço nos DestacamentosTerritoriaisde Gouveia, Coimbra e Lousã. Apesar de esta acção sair dos parâmetros normais da sua missão, os militares sublinham que nem sequer pensaram que estavam a colocar a sua própria vida em risco.
Todos molhados, montaram nas bicicletas e pedalaram até ao posto da GNR "com a sensação de dever cumprido, nada mais", porque, sublinham, a missão da guarda "também é proteger a vida humana".
PORMENORES
QUATRO ELEMENTOS
Esta equipa é composta por quatro elementos da GNRque sacrificam o Verão junto da família para montar nas bicicletas e patrulhar as praias de Esmoriz e de Cortegaça.
ANTIGUIDADE
O cabo Paulo Sabença é o chefe de equipa e também o mais antigo nestas andanças. Integra estas equipas desde 2003, enquanto o soldado Florival Almeida o faz há quatro anos e os soldados António Almeida e Sérgio Martins se estreiam este ano.
Francisco Manuel-Correio da Manhã


4 comentários:
Bem hajam estes militares da guarda, deviam ser condecorados por o serviço que prestaram á nação.
São estes exemplos que deveriam ser assimilados pela população e deixar o velho esteriotipo de GNR de lado.
Como esta Guarda anda, ainda abrem um processo de averiguações por abandonarem as armas.
Força camaradas.
Um bom exemplo para quem o souber assimilar.
Como se diz nesta guerra... ah... ahh...é verdade... já alguem deste corpo especial de tropas foi, como ei-de dizer, congratulado/felicitado/estimulado por um superior hierarquico, sem ser para dizer. "chegue ao meu gabinete, tenho que o notificar para ir ao grupo, ao oficial de justiça, não pergunte porquê".
Já agora patrulhas a quatro? estranho...
Ass: romano descalço filho de brigadeiro
Muito bem!
Já agora nessas modernices as patrulhas são feitas a quatro?
Ass: romano descalço filho de brigadeiro
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