terça-feira, 29 de julho de 2008

Guardas heróis salvam meninas

Quatro militares da equipa ciclo da GNR de Esmoriz, Ovar, salvaram duas adolescentes de morrerem afogadas numa praia não vigiada em Cortegaça. No sábado à tarde, dois dos militares lançaram-se à água, enquanto os outros dois pediam os meios de socorro e alertavam o nadador salvador da praia ao lado. "Foi instintivo, nem pensámos em mais nada, a não ser em salvar as meninas", explica o chefe de equipa Paulo Sabença, recusando o título de heróis.
A equipa ‘bike’ estava junto à praia, quando ouviu os gritos de socorro das duas jovens de 12 e 14 anos. No pequeno areal encontravam-se também vários populares, entre eles pescadores, mas o mar estava de tal forma agitado que ninguém se atreveu a lançar-se à água, enquanto as vítimas eram arrastadas pela corrente.
"É daquelas alturas em que não temos tempo para pensar. Eu e o soldado Almeida descemos pelas rochas em direcçãoao mar, enquanto os restantes dois elementos, o outro Almeida e o Martins, accionaram os meios", explica Paulo Sabença.
Após inúmeros saltos por cima das enormes pedras que protegem a costa da erosão marítima, chegaram ao areal. "Rapidamente tirámos os pólos, as armas, e lançamo-nos à água, nadando em direcção às vítimas que cada vez se afastavam mais da costa", recorda.
Os meios de socorro chegaram rápido, mas as duas jovens já estavam sãs e salvas. "Não somos heróis. Fizemos apenas o que tínhamos a fazer", afirmam estes quatro guardas que no Inverno prestam serviço nos DestacamentosTerritoriaisde Gouveia, Coimbra e Lousã. Apesar de esta acção sair dos parâmetros normais da sua missão, os militares sublinham que nem sequer pensaram que estavam a colocar a sua própria vida em risco.
Todos molhados, montaram nas bicicletas e pedalaram até ao posto da GNR "com a sensação de dever cumprido, nada mais", porque, sublinham, a missão da guarda "também é proteger a vida humana".
PORMENORES
QUATRO ELEMENTOS
Esta equipa é composta por quatro elementos da GNRque sacrificam o Verão junto da família para montar nas bicicletas e patrulhar as praias de Esmoriz e de Cortegaça.
ANTIGUIDADE
O cabo Paulo Sabença é o chefe de equipa e também o mais antigo nestas andanças. Integra estas equipas desde 2003, enquanto o soldado Florival Almeida o faz há quatro anos e os soldados António Almeida e Sérgio Martins se estreiam este ano.
Francisco Manuel-Correio da Manhã

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Segurança: GNR e PSP podem disparar em legítima defesa ou de outras pessoas - Rui Pereira

2008-07-28 21:06:17
Faro, 28 Jul (Lusa) - O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu hoje, em Faro, que os militares da GNR e os agentes da PSP "podem efectuar disparos em sua legítima defesa ou de outras pessoas".
O governante comentava, assim, críticas segundo as quais os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) estão impedidos de disparar sobre os pneus de veículos em fuga, por recomendação da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI).
Rui Pereira falava à margem da inauguração da nova esquadra da PSP no Aeroporto Internacional de Faro, uma obra que substitui as instalações provisórias existentes há 42 anos.
Há dez dias, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e a Associação dos Profissionais da Guarda consideraram que a recomendação da IGAI acerca do uso de armas em perseguições policiais poderia inibir os agentes de disparar em legítima defesa.
A recomendação da IGAI teve lugar depois da morte de um rapaz de 25 anos, que a 05 deste mês não parou numa operação stop em Gondomar, tendo sido alvejado na cabeça durante uma perseguição automóvel movida pela GNR.
Em resposta, o intendente Pedro Neto Gouveia, da PSP, assegurou que o recurso a armas de fogo por parte dos agentes já fora objecto de uma recomendação da IGAI em 2005.
"O parecer da IGAI data de 2005, mas, em função do episódio de Gondomar, o inspector-geral pode ter optado por fazer novo despacho", declarou Neto Gouveia na sede da Direcção Nacional da PSP, em Lisboa.

JMP/TQ.
Lusa/Fim

sábado, 26 de julho de 2008

Lisboa. Recusou-se a lavar pratos e a limpar o chão da cozinha do Regimento de Infantaria da GNR. Um agente de 24 anos enfrenta, por isso, um processo-crime por ter desobedecido a um superior hierárquico. Noutra instituição só enfrentaria um processo disciplinar. Na GNR a justiça é militar
Um agente da GNR, de 24 anos, foi alvo de um processo-crime, instaurado pela instituição, por se ter recusado a lavar os pratos e a limpar o chão da cozinha no Regimento de Infantaria, em Lisboa. Ao afirmar que ingressou naquela força de segurança para realizar outro tipo de serviços, que não aquele, um oficial constituiu--o arguido, com o termo de identidade e residência (TIR), e enviou o auto de notícia para o Ministério Público que vai agora avançar com a investigação. O porta-voz do Comando-Geral da GNR disse ao DN ter tido conhecimento apenas de um processo disciplinar ontem aberto."Não entendemos nem aceitamos que sejam impostas faxinas a agentes da segurança pública e que, perantea preservação da sua dignidade, se pretenda punir desta forma, como se de criminosos se tratasse. Certamente que o cidadão não entenderá porque é que, face ao aumento substancial dos índices de criminalidade, existem polícias dentro de uma cozinha a lavar pratos."Esta foi a reacção da Associação dos Profissionais da Guarda - APG/GNR perante aquele processo--crime. Segundo José Manageiro, presidente desta entidade, "outros profissionais, com o receio de represálias por parte dos superiores hierárquicos, têm aceitado e realizado este tipo de tarefas".Neste caso, trata-se de um jovem de 24 anos, novo na profissão, mais corajoso, que terá manifestado a sua indisponibilidade para se submeter ao "vexame e à humilhação de fazer a faxina quando havia aderido à instituição com outras expectativas. Se quisesse lavar pratos teria ido trabalhar para um hotel". Este tipo de atitude consubstanciou uma desobediência a um superior hierárquico. Numa outra instituição pública daria aso, eventualmente, a um processo disciplinar. Mas, a GNR tem natureza militar, estando sujeita ao código de justiça militar. Uma desobediência é considerada crime, mesmo em tempo de paz (ver caixa). Agora, cabe ao MP averiguar se, de facto, foi praticado um crime e, no caso afirmativo, deduzir acusação e enviar para julgamento. Segundo José Manageiro, a "APG/GNR há já muito que tem vindo a exigir a revogação de normas e regulamentos inspirados nos moldes do Estado Novo, entre os quais se encontra o actual Regulamento Geral de Serviço".Conforme explicou, "nos termos do Estatuto em vigor, o profissional da Guarda é agente da força pública e de autoridade e órgão de polícia criminal, fiscal e aduaneira. Em lugar algum, no rol das funções que lhe são acometidas, está prevista a realização de faxinas ou de outras tarefas igualmente indignas de agentes da segurança pública".O agente arguido está integrado no Regimento de Cavalaria. Tal como ele, também outros são escalados para fazer faxina no Regimento de Infantaria. Já vários ministros da Administração Interna, nomeadamente o anterior, António Costa, têm vindo a defender que os polícias são para andar na rua. Mas, pelos vistos, tudo permanece na mesma.O porta-voz do Comando-Geral da GNR, tenente-coronel Costa Lima, disse, ao DN, ter tido conhecimento da instauração de um processo disciplinar, sem, contudo, negar a existência do processo-crime.


Diario de Noticias - 25-07-2008


Mais uma verdadeira Palhaçada, ninguem vê isto, Guardas Faxineiros!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Apresentadas Equipas de combate ao carjacking da GNR e PSP

O ministro da Administração Interna fez um balanço «muito positivo» da acção das equipas de combate ao «carjacking» da GNR e PSP, esta segunda-feira apresentadas formalmente, realçando a coincidência da sua entrada em actividade com a diminuição dos números do fenómeno, escreve a Lusa.
«Não quero aqui fazer algo que é fácil, mas que não seria completamente responsável, que é estabelecer uma relação directa de causa e efeito entre o início da actividade destas equipas e a diminuição dos números», afirmou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, durante a apresentação pública, Lisboa, das equipas de combate ao "carjacking" (roubo de viaturas com violência na presença do condutor).
Rui Pereira não deixou, no entanto, de realçar a «coincidência entre o início da actividade destas equipas e a diminuição dos números do roubo de automóveis».
O ministro disse que as equipas «pretendem constituir um elemento adicional de prevenção e repressão do fenómeno do carjacking», funcionando como um «reforço do dispositivo normal de segurança».
Rui Pereira destacou ainda que estas equipas têm valências de intervenção operacional e investigação criminal, grande mobilidade e a concentração de meios considerados «mais adequados para responder ao fenómeno».
Para o combate ao "carjacking" a Guarda Nacional Republicana (GNR) criou Equipas de Intervenção Táctica (EIT) e Equipas de Análise (EA).
As EIT integram militares da Companhia de Operações Especiais com competências específicas em intervenção táctica policial, que actuam apoiados por elementos do Dispositivo, da Investigação Criminal e da Brigada de Trânsito.
As EA têm como objectivo a recolha de notícias e são compostas por militares da Estrutura de Investigação Criminal.
Com o mesmo objectivo a Polícia de Segurança Pública (PSP) criou as Equipas de Reacção Táctica Encoberta (ERTE), que integram elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Corpo de Segurança Pessoal (CSP) e elementos de investigação criminal. As equipas da PSP actuam «à civil» e em viaturas descaracterizadas.
Desde Maio que as equipas de combate ao fenómeno do carjacking estão em actividade nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
«Compartilho o balanço muito positivo que as forças de segurança fazem, porque durante este curto período que as equipas têm funcionado, na verdade, houve uma diminuição do carjacking», ressalvou o ministro.
O crime de carjacking aumentou 55 por cento nos primeiros seis meses deste ano face a igual período de 2007, mas há tendência de diminuição, segundo dados do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS).
Os dados referem que entre Janeiro e Junho foram feitas 307 queixas de carjacking (roubo violento de veículos na presença do condutor), enquanto nos primeiros seis meses do ano passado se registaram 198 casos. De acordo com o GCS, 85 por cento das queixas ocorreram nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

domingo, 20 de julho de 2008

Polémica: Tensão na Guarda com as determinações da hierarquia



Polícias só podem disparar parados.

Os elementos das forças policiais não podem disparar durante as perseguições automóveis – a não ser que os próprios agentes estejam em risco ou que a vida de terceiros possa ser afectada pelo comportamento dos fugitivos.
Esta ordem resulta de uma recomendação do inspector-geral da Administração Interna, juiz desembargador Clemente de Lima, na sequência da morte de um jovem de 25 anos baleado na cabeça por um guarda da Brigada de Trânsito, numa perseguição automóvel, em Gondomar, no início deste mês.
A actuação do militar da BT levou a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) a determinar a imediata abertura de processos disciplinares – para verificar se houve excesso na actuação policial. Os comandos da GNR e da PSP lembram agora que os agentes incorrem em sanções se não cumprirem as determinações superiores.
José Manageiro, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, não se espanta com a ordem – mas realça que a IGAI deve ter em conta 'as alterações do quadro social e a evolução criminal no nosso país'. Pede que o Ministério da Administração Interna reforce os meios dos agentes da autoridade, para que não precisem de recorrer ao uso das armas.
A repercussão mediática do caso levou o comandante-geral da GNR, tenente-general Nélson dos Santos, e o director nacional da PSP, Oliveira Pereira, a ordenarem que 'em perseguições motorizadas é proibido o uso de armas de fogo' – mesmo contra pneus de carros em fuga. A ordem ressalva 'as situações em que o uso da arma se destina a repelir agressão actual e ilícita que, de modo efectivo ou iminente, ameace vidas humana'.
O Comando da GNR avisa os militares de que 'devem ficar cientes de que o uso incorrecto de armas prejudica a acção policial e acarreta responsabilidades disciplinares e criminais graves'.
QUATRO CASOS NO ESPAÇO DE ANO E MEIO
Desde Outubro de 2006 há a registar quatro casos em que militares da GNR da área do Grande Porto atingiram civis a tiro. No dia 3 de Outubro de 2006, um guarda fez seis disparos em direcção ao carro em que seguiam quatro jovens, sendo que um deles morreu. O militar está nesta altura a ser julgado por homicídio e arrisca a reforma compulsiva. Cinco dias depois do primeiro caso, uma perseguição policial da GNR terminou em Gaia com disparos dos militares, que feriram dois dos três ocupantes da viatura em fuga. O último caso aconteceu na madrugada do passado dia 6 de Julho. Um jovem de 25 anos não parou na operação stop da Brigada de Trânsito, alegadamente por não ter seguro do carro, e foi baleado perto de casa. A PJ investiga os quatro tiros dados.
BARREIRAS SEM LAGARTAS NEM TIROS
A tarefa de capturar fugitivos afigura-se cada vez mais complicada para as forças policiais. Além da proibição dos disparos em andamento, por receio de que as balas possam fazer ricochete e atingir terceiros que nada têm a ver com a perseguição, também as barreiras policiais dependem do comportamento dos fugitivos. O uso das lagartas – sistema com lâminas colocado na estrada para furar os pneus dos veículos que atravessem a barreira – não é consensual. É recomendado que seja usado em situação de último recurso. Há cinco anos, um chefe da PSP de Lagos morreu numa barreira sem o uso de lagartas.
PORMENORES
ARMAS NÃO AJUDAM
A Associação dos Profissionais da Guarda entende que o mau estado da maioria das armas usadas pelos agentes da autoridade também contribui para que só possam ser usadas em último recurso.
EXEMPLO EM BRAGA
Exemplo é o acidente registado em Março deste ano, no quartel da GNR de Braga, em que um guarda foi alvejado na cabeça quando um colega retirava a sua arma do coldre. A perícia concluiu que a pistola estava "em muito mau estado".
Liliana Rodrigues-correio da manhã.

sábado, 19 de julho de 2008

GNR no terreno contra o "carjacking"









2008-07-19
NUNO SILVA
Cerca de 100 militares da GNR, de diversas unidades do Grande Porto, cercaram, ontem, alguns acessos a Gaia, numa acção de prevenção contra o "carjacking", crime que tem tido forte expressão naquele concelho.
Uma "demonstração de força", sublinhou fonte da GNR, que incidiu nas freguesias de Arcozelo e de S. Félix da Marinha, onde, nos últimos tempos, têm sido registados mais casos de roubos violentos de viaturas. A operação do Grupo Territorial de Matosinhos (Destacamentos de Gaia, Matosinhos e Santo Tirso), envolveu equipas da Brigada Fiscal e do Pelotão de Intervenção Rápida, que se posicionaram em locais estratégicos para a fiscalização de viaturas.
As rotundas de acesso à A29 e outras vias no interior das freguesias foram os pontos escolhidos para a abordagem dos veículos. A intervenção arrancou cerca das 16.30 horas, uma escolha que não é alheia ao facto de uma boa parte dos casos de "carjacking" no concelho terem acontecido durante a tarde. Os alvos dos assaltantes - encapuzados e fortemente armados - são viaturas de alta cilindrada, como Mercedes, Audi ou BMW. Vilar do Paraíso e Canelas foram outras freguesias gaienses com casos de roubos armados
As fiscalizações de ontem resultaram em algumas detenções, ligadas a situações de excesso de álcool, condução ilegal e permanência ilegal no país. Foram, também, levantados autos de contra-ordenação, por infracções diversas. Segundo apurou o JN, a GNR pretende realizar este tipo de operações com "maior assiduidade".
Entretanto, numa outra acção, desenvolvida anteontem à noite pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Matosinhos, foram detidos dois suspeitos de uma tentativa de "carjacking" registada no concelho da Maia. A vítima foi o condutor de um Fiat Bravo, que conseguiu escapar. Mais tarde, o mesmo duo efectou dois roubos a pessoas, com ameaça de navalha, acabando interceptado pelo NIC, que já estava no seu encalço.
Presentes a tribunal, os suspeitos, residentes na Trofa e em Gaia, saíram em liberdade, sujeitos a apresentações semanais às autoridades.
Recorde-se que, depois de amanhã, a GNR e a PSP vão apresentar formalmente, em Lisboa, as equipas de combate ao "carjacking". Aquelas unidades especiais estão a operar desde Maio nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, não sendo ainda conhecidos resultados operacionais.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Acesso lento a dados atrasa luta ao carjacking


"Incompatibilidades" de nova tecnologia, igual à da PSP, têm impedido acesso rápido da GNR a matrículas procuradas. Ministro anunciou ontem novo sistema para localizar carros roubados
2008-07-18
NUNO SILVA, SALOMÃO RODRIGUES, E SUSANA OTÃO
Numa altura em que é anunciado um projecto-piloto para combater o "carjacking", militares da GNR de várias unidades do país estão a sentir dificuldades em aceder às bases de dados referentes a matrículas de viaturas roubadas.
Em causa está a adaptação a um sistema informático implementado há alguns meses (igual ao que funciona na PSP), que não tem permitido a obtenção imediata de informações sobre veículos que constam para apreender. Fontes da GNR revelaram, ao JN, que as "incompatibilidades" técnicas têm impedido, em determinadas situações, uma resposta mais eficaz a ocorrências como o "carjacking" ou o furto de carros no interior de residências.
"Os carros furtados não entram na nossa base de dados e não conseguimos uma consulta rápida. Temos de recorrer à PSP ou a outras brigadas da GNR que tenham esse sistema operacional", referiu fonte da GNR, salientando que as limitações afectam, sobretudo, a investigação.
O tenente-coronel Costa Lima, responsável das Relações Públicas da GNR, explicou que tem estado em curso uma "actualização" do sistema e que o problema está a ser solucionado. "Em nenhuma altura" isso impossibilitou a partilha de informações, garante. "Os militares não podiam ter um acesso imediato, através do computador, mas obtinham os elementos contactando o centro de operações do Comando-Geral de Lisboa, que assegura a mesma qualidade e rapidez de informação", acrescentou.
"Nunca esteve em causa o acesso à base de dados, nem a actividade operacional", reiterou. Segundo Costa Lima, a situação está a ser regularizada gradualmente, faltando, apenas, a atribuição de algumas "passwords" de acesso, "que têm de ser reajustadas e entregues em mãos aos militares, para garantir a confidencialidade dos dados".
E ontem, o ministro da Aministração Interna, Rui Pereira apresentou o sistema "Polícia Automática" que já a partir de Outubro vai entrar em funcionamento. Trata-se de um projecto-piloto de leitura automática de matrículas que permite detectar carros roubados. No seguimento das medidas propostas pelo grupo de trabalho criado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para prevenir e combater o "carjacking", foi anunciado que o sistema irá operar, experimentalmente, durante três meses, em viaturas da PSP e GNR, nos distritos de Lisboa e Porto.
Este sistema permite uma maior monitorização e verificação dos veículos em circulação e possibilita o cruzamento da informação identificadora do veículo com as diferentes bases de dados, as mesmas a que a GNR não consegue aceder. O projecto será executado pela Associação Portuguesa de Seguradoras e a Associação Portuguesa de Leasing e Factoring que, ontem, assinaram um protocolo com o MAI.
O combate à criminalidade violenta e ao "carjacking" é uma das prementes preocupações do Ministério, que assinou outro protocolo com a Associação de Comércio Automóvel de Portugal para desenvolver acções de sensibilização que estimulem a aquisição dos mecanismos tecnológicos que apresentam serviços de geolocalização (GPS) e imobilização do automóvel e sistemas de alerta e alarme. Tudo em nome da diminuição dos casos: "Acredito na eficácia das políticas públicas de segurança", salientou.
ISTO SÓ DÁ PARA RIR E A GNR VAI DE JIPE PATROL PERSEGUIR QUEM????? E COM ARMAS DESPROPORCIONAIS ÀS DOS CRIMINOSOS?????

sexta-feira, 11 de julho de 2008

GNR apreende 200 armas ilegais e detém 24 pessoas

A GNR apreendeu duas centenas de armas ilegais e deteve 24 pessoas ligado ao tráfico de armas. Segundo o Jornal de Notícias, foi apreendida uma Kalashnikov em casa de um polícia municipal de Famalicão.
A GNR apreendeu cerca de duas centenas de armas ilegais no norte do país e deteve 24 pessoas envolvidas em tráfico de armas, noticiou a edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias.
Segundo este diário, a GNR descobriu mesmo uma metralhadora Kalashnikov na casa de um polícia municipal de Famalicão durante uma série de buscas feitas na terça-feira.
A GNR descobriu ainda outras armas como pistolas de vários calibres, carabinas, caçadeiras, revólveres e milhares de armas brancas, como facas e punhais.
Para além deste material, foi ainda apreendida maquinaria de uma oficina artesanal, usada na transformação de armas, nomeadamente na modificação de pistolas de alarme em armas de munições reais.
Das 24 pessoas detidas pela GNR, um já presente a tribunal por motivos de saúde, ao passo que as restantes 23 serão presentes esta quarta-feira ao tribunal de Valongo.
Esta operação foi preparada pelo destacamento de Santo Tirso da GNR ao longo de um ano, tendo envolvido 400 agentes, buscas a 41 residências e estabelecimentos de vendas de armas, incluindo lojas de caça.

domingo, 6 de julho de 2008

Atingido a tiro na cabeça por patrulha da GNR


Condutor tentou escapar a uma operação stop da Brigada de Trânsito no IC29 , em Gondomar
2008-07-06
reis pinto
Um elemento da Brigada de Trânsito da GNR baleou na cabeça um condutor, de 24 anos, que fugiu a uma operação stop, no final do IC29, em Gondomar. Autoridades afirmam que o condutor tentou atropelar os militares.
Segundo a única versão conhecida do incidente, a da GNR, tudo começou cerca das 4 horas da madrugada, na rotunda no final do IC29, junto à Estrada de D. Miguel, em Gondomar, e terminou na Rua de Quineu, em Jovim, com Ricardo André Morais Sousa, morador em Gondomar, atingido com um tiro na cabeça.
"Estava a decorrer uma operação stop de rotina, que costuma ser realizada naquele local no final da semana. O condutor de um automóvel [Peugeot 205] não obedeceu ao sinal de paragem dos militares e tentou atropelá-los, pondo-se em fuga", afirmou, ao JN, o tenente-coronel Costa Lima, porta-voz da GNR.
Seguiu-se uma perseguição por diversas ruas, que terá durado cerca de 20 minutos, durante a qual "o condutor do veículo cometeu diversas infracções ao Código da Estrada, com diversas manobras perigosas e a passagem de diversos semáforos vermelhos", sublinhou a GNR.
A fuga levou o condutor do Peugeot até à Rua de Quineu, em Jovim, onde as viaturas se imobilizaram lado a lado.
"Os militares iam a sair do veículo quando o condutor fez marcha-atrás, tendo raspado no carro da BT. Um dos militares efectuou quatro disparos, na tentativa de imobilizar automóvel e um deles atingiu o condutor na cabeça", afirmou Costa Lima.
O Peugeot, e supõe-se que com o condutor já ferido, derrubou o muro de uma moradia e ali se deteve.
"Já estava a dormir. Ouvi um estrondo e, quando vim à rua, só vi o carro batido, um indivíduo ferido no chão e outro algemado. Pouco tempo depois, chegou a ambulância que o levou. O outro foi ouvido pelos soldados e foi à vida dele. Só quero saber quem me paga o muro", afirmou o proprietário da moradia, que preferiu não se identificar.
O mesmo morador salientou que o passageiro estava "muito calmo" e terá afirmado à patrulha que "tinha apanhado boleia de um amigo".
Outro morador relatou, ao JN, ter ouvido "o barulho dos carros a passar e depois três ou quatro estrondos, que deviam ser os tiros", e salientou que o carro da BT tinha um dos lados "todo riscado".
Ricardo André Morais Sousa foi conduzido, em estado muito grave, ao Hospital de S. João, no Porto. Ao início da tarde abandonou a Unidade de Cuidados Intensivos e foi internado na enfermaria de Neurocríticos.
Desconhece-se o que terá levado o jovem a fugir, mas o tenente-coronel Costa Lima revelou, ao JN, que o automóvel "se encontrava apreendido pelo Tribunal e à guarda do seu proprietário e não deveria circular".
E, aparentemente, o Peugeot continuará em nome do anterior proprietário, com residência conhecida na Rua da Cal, em Fânzeres (Gondomar), onde muitos moradores contactados pelo JN disseram mão conhecer Ricardo André Morais Sousa.
A GNR comunicou os incidentes ao Ministério Público de Gondomar e anunciou a abertura de um inquérito interno. "Não sabemos se a munição saiu directa do cano à cabeça, se houve um richote, pois os disparos foram efectuado para imobilizar o veículo", concluiu Costa Lima.

Só faltava o criminoso ser o Coitadinho!..........