
"Incompatibilidades" de nova tecnologia, igual à da PSP, têm impedido acesso rápido da GNR a matrículas procuradas. Ministro anunciou ontem novo sistema para localizar carros roubados
2008-07-18
NUNO SILVA, SALOMÃO RODRIGUES, E SUSANA OTÃO
Numa altura em que é anunciado um projecto-piloto para combater o "carjacking", militares da GNR de várias unidades do país estão a sentir dificuldades em aceder às bases de dados referentes a matrículas de viaturas roubadas.
Em causa está a adaptação a um sistema informático implementado há alguns meses (igual ao que funciona na PSP), que não tem permitido a obtenção imediata de informações sobre veículos que constam para apreender. Fontes da GNR revelaram, ao JN, que as "incompatibilidades" técnicas têm impedido, em determinadas situações, uma resposta mais eficaz a ocorrências como o "carjacking" ou o furto de carros no interior de residências.
"Os carros furtados não entram na nossa base de dados e não conseguimos uma consulta rápida. Temos de recorrer à PSP ou a outras brigadas da GNR que tenham esse sistema operacional", referiu fonte da GNR, salientando que as limitações afectam, sobretudo, a investigação.
O tenente-coronel Costa Lima, responsável das Relações Públicas da GNR, explicou que tem estado em curso uma "actualização" do sistema e que o problema está a ser solucionado. "Em nenhuma altura" isso impossibilitou a partilha de informações, garante. "Os militares não podiam ter um acesso imediato, através do computador, mas obtinham os elementos contactando o centro de operações do Comando-Geral de Lisboa, que assegura a mesma qualidade e rapidez de informação", acrescentou.
"Nunca esteve em causa o acesso à base de dados, nem a actividade operacional", reiterou. Segundo Costa Lima, a situação está a ser regularizada gradualmente, faltando, apenas, a atribuição de algumas "passwords" de acesso, "que têm de ser reajustadas e entregues em mãos aos militares, para garantir a confidencialidade dos dados".
E ontem, o ministro da Aministração Interna, Rui Pereira apresentou o sistema "Polícia Automática" que já a partir de Outubro vai entrar em funcionamento. Trata-se de um projecto-piloto de leitura automática de matrículas que permite detectar carros roubados. No seguimento das medidas propostas pelo grupo de trabalho criado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para prevenir e combater o "carjacking", foi anunciado que o sistema irá operar, experimentalmente, durante três meses, em viaturas da PSP e GNR, nos distritos de Lisboa e Porto.
Este sistema permite uma maior monitorização e verificação dos veículos em circulação e possibilita o cruzamento da informação identificadora do veículo com as diferentes bases de dados, as mesmas a que a GNR não consegue aceder. O projecto será executado pela Associação Portuguesa de Seguradoras e a Associação Portuguesa de Leasing e Factoring que, ontem, assinaram um protocolo com o MAI.
O combate à criminalidade violenta e ao "carjacking" é uma das prementes preocupações do Ministério, que assinou outro protocolo com a Associação de Comércio Automóvel de Portugal para desenvolver acções de sensibilização que estimulem a aquisição dos mecanismos tecnológicos que apresentam serviços de geolocalização (GPS) e imobilização do automóvel e sistemas de alerta e alarme. Tudo em nome da diminuição dos casos: "Acredito na eficácia das políticas públicas de segurança", salientou.
2008-07-18
NUNO SILVA, SALOMÃO RODRIGUES, E SUSANA OTÃO
Numa altura em que é anunciado um projecto-piloto para combater o "carjacking", militares da GNR de várias unidades do país estão a sentir dificuldades em aceder às bases de dados referentes a matrículas de viaturas roubadas.
Em causa está a adaptação a um sistema informático implementado há alguns meses (igual ao que funciona na PSP), que não tem permitido a obtenção imediata de informações sobre veículos que constam para apreender. Fontes da GNR revelaram, ao JN, que as "incompatibilidades" técnicas têm impedido, em determinadas situações, uma resposta mais eficaz a ocorrências como o "carjacking" ou o furto de carros no interior de residências.
"Os carros furtados não entram na nossa base de dados e não conseguimos uma consulta rápida. Temos de recorrer à PSP ou a outras brigadas da GNR que tenham esse sistema operacional", referiu fonte da GNR, salientando que as limitações afectam, sobretudo, a investigação.
O tenente-coronel Costa Lima, responsável das Relações Públicas da GNR, explicou que tem estado em curso uma "actualização" do sistema e que o problema está a ser solucionado. "Em nenhuma altura" isso impossibilitou a partilha de informações, garante. "Os militares não podiam ter um acesso imediato, através do computador, mas obtinham os elementos contactando o centro de operações do Comando-Geral de Lisboa, que assegura a mesma qualidade e rapidez de informação", acrescentou.
"Nunca esteve em causa o acesso à base de dados, nem a actividade operacional", reiterou. Segundo Costa Lima, a situação está a ser regularizada gradualmente, faltando, apenas, a atribuição de algumas "passwords" de acesso, "que têm de ser reajustadas e entregues em mãos aos militares, para garantir a confidencialidade dos dados".
E ontem, o ministro da Aministração Interna, Rui Pereira apresentou o sistema "Polícia Automática" que já a partir de Outubro vai entrar em funcionamento. Trata-se de um projecto-piloto de leitura automática de matrículas que permite detectar carros roubados. No seguimento das medidas propostas pelo grupo de trabalho criado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para prevenir e combater o "carjacking", foi anunciado que o sistema irá operar, experimentalmente, durante três meses, em viaturas da PSP e GNR, nos distritos de Lisboa e Porto.
Este sistema permite uma maior monitorização e verificação dos veículos em circulação e possibilita o cruzamento da informação identificadora do veículo com as diferentes bases de dados, as mesmas a que a GNR não consegue aceder. O projecto será executado pela Associação Portuguesa de Seguradoras e a Associação Portuguesa de Leasing e Factoring que, ontem, assinaram um protocolo com o MAI.
O combate à criminalidade violenta e ao "carjacking" é uma das prementes preocupações do Ministério, que assinou outro protocolo com a Associação de Comércio Automóvel de Portugal para desenvolver acções de sensibilização que estimulem a aquisição dos mecanismos tecnológicos que apresentam serviços de geolocalização (GPS) e imobilização do automóvel e sistemas de alerta e alarme. Tudo em nome da diminuição dos casos: "Acredito na eficácia das políticas públicas de segurança", salientou.
ISTO SÓ DÁ PARA RIR E A GNR VAI DE JIPE PATROL PERSEGUIR QUEM????? E COM ARMAS DESPROPORCIONAIS ÀS DOS CRIMINOSOS?????


4 comentários:
Neste pais é tudo ao contrario 1º faz-se o telhado depois o resto da casa!!!
Em vez de se preocupar em aumentar o efectivo dos postos da gnr e melhorar realmente o parque automovel em vez de comprar skodas para cmdt´s destacamentos.
olhe que esse sistema não vai trabalhar sozinho e sem meios não basta detectar um carro roubado, depois é preciso capturar os criminosos e recuperar a viatura como???? num jipe Nissan Patrol que só da 100km/H e trava mal?????????.
Com armas de 1962 contra armamento pesado dos criminosos, já para não falar como é que vai ser se o guarda matar um doutor desses, se for o guarda a morrrer tudo bem!!! do mal o menos!
parabéns camarada pelo teu blog, vai levar uma linkadela no meu estaminé.
saudações
Indicaram-me este blog que visito pela primeira vez. Se não estou em erro parece-me ser o ressuscitar de um outro que existiu em tempo. Vamos a ver se não descamba num muro de lamentações e não só.Espero para ver.
Quanto ao tema parece-me mais fogo de arificio do governo do que propriamente aumento de eficacia para actuação.Enquanto a guarda não se reformular em termos de organização, comando e técnicas de actuação, com aposta forte em "inteligencia" ( vide libertação de refens FARC) o resto é para entreter. O amadorismo já não tem lugar. Não basta censurar A,B ou C . É preciso preparação técnica a todos os níveis.Vão apanhando umas coisitas para virem á televisão fazer um ronco e pouco mais.Há que investir nos quadros, exigir-lhes competência e apresentação de resultados. Sobre o cas odo sargento do GIPS referido anteriormente, devia ser imediatamente suspenso e colocado a aguardar a decisão disciplinar e judicial. Estes pseudo-militares só envergonham ocorpo a que pertencem. Reparem na noticia:diz o advogado "vai por uma queixa contra a guarda". Por que não diz que vai por uma queixa contra o sargento Fulano? Já calculo que vai apartecer um averiguante que tentará "safar" o nosso. Mal. Lutemos pr uma guarda moderna, competente eficaz e séria. CChefe
Muito obrigado Geninho, para bens pelo teu blog.
Enviar um comentário