
Banquete ilegal de veado é investigado na GNR
Castelo Branco. Um veado com cerca de cem quilos morreu na IP2 em resultado de um acidente com uma viatura. O caso chegou ao Ministério Público porque, alegadamente, o comandante da BT de Castelo Branco autorizou que o animal virasse petisco para si e para soldados do departamento
Um veado morreu atropelado na IP2 e acabou por servir de refeição a alguns guardas da GNR do destacamento de trânsito de Castelo Branco, segundo uma queixa entrada na Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a lei, deveria ter sido queimado ou entregue a uma instituição social. Mas há um outro mistério que perdura. Alguém arrancou os chifres ao animal e levou-os para casa, mantendo-se desconhecido o autor do "desimplante". Oficialmente, surgiu na estrada com a cabeça já "desarmada". Depois da PGR, a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) também tomou conhecimento do caso e mandou o comando-geral da GNR averiguar. Entretanto passaram-se quase dois anos e não se conhecem conclusões. Os intervenientes no repasto correm o risco de expulsão. A PGR tomou conhecimento do caso em Março de 2007, através de queixa anónima de alguém que se apresentou como sócio de uma associação de defesa dos animais. Segundo essa denúncia, a que o DN teve acesso, o acidente aconteceu a 15 de Fevereiro de 2007 ao Km 149 da IP2, na direcção da Barragem do Fratel, cruzamento de Gardete, envolvendo um ligeiro de mercadoria de marca Mercedes e um animal de caça grossa, veado, com cerca de 100 quilos.Ao local acorreram dois guardas da Brigada de Trânsito (BT) da GNR que terão pedido instruções sobre o que fazer com o animal moribundo. Enquanto aguardavam, um deles agarrou-se aos cornos do bicho e arrancou-os, exclamando "estes já são meus", conforme se lê na queixa à PGR. Entretanto, terão recebido uma indicação do graduado de serviço que se encontrava no posto no sentido de que seria necessário encontrar um número de telefone de uma instituição interessada em consumir o animal.Neste impasse, segundo o mesmo documento, entre os dois guardas surgiu a ideia de o veado virar petisco. Era uma tentação de cem quilos. Então, um dos soldados telefonou a um outro que estaria fora de serviço. Este, por sua vez, terá contactado o comandante do destacamento, tendo este dado o aval à concretização da ideia. Entretanto, chegou ao local o graduado de serviço que logo perguntou pelos chifres do bicho, tendo-lhe sido informado que já teria surgido ali naquele estado. Era noite - o acidente dera-se por volta das 20.00 -, mas o sargento , com a ajuda de uma lanterna, ainda se meteu mata adentro na tentativa de encontrar as hastes. Em vão. Os dois soldados informam-no em seguida que o comandante do destacamento já estava a par do assunto e que o animal já teria destino. O sargento contactou o comandante que lhe terá confirmado a informação recebida.Pouco tempo depois surge no local o tal soldado que se encontrava fora de serviço, e que foi contactado quando surgiu a ideia de o animal virar petisco. A carrinha em que se deslocou até ali era propriedade de um civil residente na Lardosa, Castelo Branco. Alegadamente, o veado foi transportado para um restaurante e, passado uns dias, terá servido de repasto a alguns militares da GNR e amigos.Um dos soldados que tomou conta da ocorrência , contactado pelo DN, recusou-se a falar. O segundo soldado já está reformado, e o número de telefone que conseguimos está desactivado. O comandante do destacamento, o tenente Correia da Silva, confirma a ocorrência, mas garante que a queixa apresentada na PGR "é um filme inventado por alguém que quis difamar a instituição". Instado sobre o destino dado ao animal, o tenente diz não se recordar, frisando que a morte de animais na estrada ocorre com alguma frequência. O DN questionou o comando geral da GNR sobre este assunto na quarta-feira através de um e-mail com algumas perguntas. Mas, até ontem, não obtivemos resposta. Os demais intervenientes estiveram sempre incontactáveis.
Um veado morreu atropelado na IP2 e acabou por servir de refeição a alguns guardas da GNR do destacamento de trânsito de Castelo Branco, segundo uma queixa entrada na Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a lei, deveria ter sido queimado ou entregue a uma instituição social. Mas há um outro mistério que perdura. Alguém arrancou os chifres ao animal e levou-os para casa, mantendo-se desconhecido o autor do "desimplante". Oficialmente, surgiu na estrada com a cabeça já "desarmada". Depois da PGR, a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) também tomou conhecimento do caso e mandou o comando-geral da GNR averiguar. Entretanto passaram-se quase dois anos e não se conhecem conclusões. Os intervenientes no repasto correm o risco de expulsão. A PGR tomou conhecimento do caso em Março de 2007, através de queixa anónima de alguém que se apresentou como sócio de uma associação de defesa dos animais. Segundo essa denúncia, a que o DN teve acesso, o acidente aconteceu a 15 de Fevereiro de 2007 ao Km 149 da IP2, na direcção da Barragem do Fratel, cruzamento de Gardete, envolvendo um ligeiro de mercadoria de marca Mercedes e um animal de caça grossa, veado, com cerca de 100 quilos.Ao local acorreram dois guardas da Brigada de Trânsito (BT) da GNR que terão pedido instruções sobre o que fazer com o animal moribundo. Enquanto aguardavam, um deles agarrou-se aos cornos do bicho e arrancou-os, exclamando "estes já são meus", conforme se lê na queixa à PGR. Entretanto, terão recebido uma indicação do graduado de serviço que se encontrava no posto no sentido de que seria necessário encontrar um número de telefone de uma instituição interessada em consumir o animal.Neste impasse, segundo o mesmo documento, entre os dois guardas surgiu a ideia de o veado virar petisco. Era uma tentação de cem quilos. Então, um dos soldados telefonou a um outro que estaria fora de serviço. Este, por sua vez, terá contactado o comandante do destacamento, tendo este dado o aval à concretização da ideia. Entretanto, chegou ao local o graduado de serviço que logo perguntou pelos chifres do bicho, tendo-lhe sido informado que já teria surgido ali naquele estado. Era noite - o acidente dera-se por volta das 20.00 -, mas o sargento , com a ajuda de uma lanterna, ainda se meteu mata adentro na tentativa de encontrar as hastes. Em vão. Os dois soldados informam-no em seguida que o comandante do destacamento já estava a par do assunto e que o animal já teria destino. O sargento contactou o comandante que lhe terá confirmado a informação recebida.Pouco tempo depois surge no local o tal soldado que se encontrava fora de serviço, e que foi contactado quando surgiu a ideia de o animal virar petisco. A carrinha em que se deslocou até ali era propriedade de um civil residente na Lardosa, Castelo Branco. Alegadamente, o veado foi transportado para um restaurante e, passado uns dias, terá servido de repasto a alguns militares da GNR e amigos.Um dos soldados que tomou conta da ocorrência , contactado pelo DN, recusou-se a falar. O segundo soldado já está reformado, e o número de telefone que conseguimos está desactivado. O comandante do destacamento, o tenente Correia da Silva, confirma a ocorrência, mas garante que a queixa apresentada na PGR "é um filme inventado por alguém que quis difamar a instituição". Instado sobre o destino dado ao animal, o tenente diz não se recordar, frisando que a morte de animais na estrada ocorre com alguma frequência. O DN questionou o comando geral da GNR sobre este assunto na quarta-feira através de um e-mail com algumas perguntas. Mas, até ontem, não obtivemos resposta. Os demais intervenientes estiveram sempre incontactáveis.
DIARIO NOTICIAS


4 comentários:
Hehehehe!
Isto só pode ser filme!
Se fosse para uma Associação de Solidariadade podia servir de pasto, sei la a quem...
Vá Zé Guardilha contenta-te com uma sopa da pedra!
de certeza que quem denunciou foi algum xo guarda que não foi convidado. coisas de policia do futuro.xibanço
Posso garantir que foi consumido pelo pessoal no tal restaurante...e ainda bem.
Tudo de bom
E a pele?
Foi vendida? :)
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