A Associação dos Profissionais da Guarda organiza quinta-feira, em Lisboa, o "Fórum do Descontentamento" para demonstrar a "indignação" que se vive na corporação, como "salários indignos, reduzida assistência na doença e promoções em atraso".O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), José Manageiro, disse à Agência Lusa que actualmente "a indignação é grande", sendo por isso necessário demonstrá-la e torná-la pública "num espaço de protesto e de debate" que prevê a participação de membros da Associação dos Profissionais da Guarda de todo o país.
"No Fórum do Descontentamento os associados vão reflectir e dar as suas opiniões sobre o momento difícil que a Guarda atravessa", afirmou, adiantando que na iniciativa poderão ser decididas formas de luta a adoptar em breve.
Segundo José Manageiro, a "forte indignação" dos elementos da GNR é "claramente" dirigida ao Ministério da Administração Interna devido "ao incumprimento das promessas feitas".
Milhares de promoções em atraso desde 2004, "degradação" da assistência na doença, falta de definição de um horário de trabalho, instalações e equipamentos cada vez mais "degradados" são alguns dos motivos de descontentamento dos profissionais da GNR apontados por José Manageiro.
Os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) exigem, igualmente, dignificação na função policial, melhoria nas condições de serviço, transparência nas colocações e transferências e aumento salarial de 2,5 por cento em 2009, além dos 2,9 já decididos pelo Governo.
O presidente da APG disse que os efectivos da GNR têm enfrentado "uma perda do poder de compra", aliado a salários "indignos de quem todos os dias arrisca a vida".
A APG está também contra "o agravar do cariz militar da GNR", que tem sido a forma encontrada para transformar os efectivos em "objectos", segundo o dirigente associativo.
José Manageiro afirmou que a instituição continua "a impor tarefas humilhantes e a instaurar processos disciplinares de forma indiscriminada".
Como exemplo, referiu o processo instaurado a um dirigente da APG por ter denunciado a falta de efectivos em Albufeira e o processo crime e disciplinar de que está a ser alvo um guarda por se ter recusado a lavar pratos.
Neste sentido, e tendo em conta o recente inquérito realizado pela Associação dos Profissionais da Guarda, a APG defende a desmilitarização da GNR.
José Manageiro adiantou que os associados da APG são "contra a natureza militar da Guarda", considerando que é "incompatível com o exercício da função policial".
O "Fórum do Descontentamento" realiza-se quinta-feira à tarde na Casa do Alentejo, em Lisboa. Segundo números da associação, a APG tem 16.000 associados num total de cerca de 26 mil elementos que compõem a Guarda Nacional Republicana.


3 comentários:
Vamos endurecer as poucas formas de luta ue nos restam, vamos para a rua mostrar aos cidadaos, que os homens que diariamente os defendem estão a ser tratados de forma indigna, sem condições de trabalho, com salarios cada vez mais precarios e com uma carga horaria entre 56 a 60 horas semanais, totalmente inaceitaveis para uma guarda que se diz em profunda modernização!!!
Nós patrulheiros deviamos fazer uma "pausa" nas autuações. Assim o estado ressentia-se, e obrigava a tomar medidas.
Para quando as transferências? Se houve transferência de cabos,e não esperaram pela restruturação!
VAMOS FAZER DA GNR UMA POLICIA MODERNA E HUMANA!
16.000 sócios isso não é uma associação,
isso é um partido politico!!!
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