quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Guarda Estagiario da GNR mata-se a tiro.


Um soldado da GNR suicidou-se,anteontem (21h00), no interior das instalações do posto de São Brás de Alportel, onde prestava serviço há cerca de três meses, integrado no reforço de Verão no Algarve. É o oitavo militar da GNR a suicidar-se este ano e o quinto polícia (quarto da GNR) no espaço de uma semana.
Daniel Gonçalves, 24 anos, solteiro, residente no Porto, estava de piquete, jantou com os colegas, "parecendo estar muito calmo e sem denotar qualquer problema" disse ao CM, fonte da GNR.
Após o jantar, o militar foi à casa-de-banho. "Pouco depois, ouviu-se o estrondo de um tiro e o jovem foi encontrado pelos colegas, estendido no chão numa poça de sangue, com a Walter 9 milímetros que lhe estava distribuída ao lado e com a qual desferiu um tiro na cabeça, sendo causa de morte imediata", contou a mesma fonte.
As causas da tragédia estão envoltas em mistério. Sabe-se que o militar, ingressado na GNR no final de 2007 e que estava a completar o período de estágio, foi a casa, no norte, no fim-de-semana, mas não se terá queixado a ninguém de eventuais problemas.
José Alho, presidente da ASPIG– Associação Sócio-ProfissionalIndependente da GNR, manifesta "o desagrado pela mobilização no combate à criminalidade se estar a fazer à custa do sacrifício suplementar dos militares", o que causa "um elevado número de doenças de foro psicológico e, em situações extremas, o suicídio".
Teixeira Marques


Isto vai muito mal até já os estagiarios se matam!!!

3 comentários:

Anónimo disse...

Secalhar foi ao ver a porcaria do sistema em que ia trabalhar, o saber q ia tar 4 ou mais anos a espera para chegar a terra natal, saber a falta de apoio que temos dos comandos, os horarios que nao valem nada e a forma como muitos sargentos comandam postos fazendo do posto a sua propria quinta mexendo psicologicamente com os homens e humilhando-os em vez de por e simplesmente os comandar, isto cria vontade nos homens de lhe fazerem afolha mas nao pode e la vamos reprimindo estes sentimentos de humilhação,é tempo de a gnr ver qum poe a comandar homens!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

As minhas condolencias de pesar á familia e restantes camaradas que o conheciam e privavam com ele, alguns mais que camaradas seriam,certamente, amigos.
Como militar desta instituição sinto-me profundamente consternado, surpreendido e assustado com esta e outras fatalidades do género que, ultimamente, têm acontecido nesta coorporação. Infelizmente, mas não por acaso têm-se tratado de suicidios apenas de militares colocados na actividade operacional e todos colocados em Postos Territoriais. Será mero acaso? Não creio.
ASS: Patrulheiro do NABAL

Anónimo disse...

Uma morte é sempre de lamentar. Principalmente nestas circunstâncias e com um jovem. Associo-me´`a dor da família.
O que já não aceito é que se aproveite este triste acontecimento para demagogicamente se relacionar com certos aspectos do serviço. Já que está na moda falar de psicologos e afins, talvez fosse altura de o recrutamento ser mais exigente no foro psiquico para detectar quem não tem resist~encia psíquica para ser militar e guarda. Não é militar quem quer.É quem tem condições para o ser.E isto tanto é verdade para o militar e guarda como para o vulgar policia. São profissões que lidam com aspectos sórdidos da sociedade e para os quais é necessário preparação,treino e apoio constante. É como ser ser piloto ou qualquer outra profissão mais exigente. Enquanto esta condição de admissão não for encarada a sério, casos destes infelizmente vão surgir. À atenção do cmdt geral e MAI. Nicolau Maquiavel