segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Autotanque dos Bombeiros mata militar da GNR

Um militar da GNR do Fundão morreu ao ser atropelado por um autotanque dos Bombeiros Voluntários da cidade envolvido no combate a um incêndio numa garagem, na povoação de Telhado, na madrugada de ontem. O cabo António Costa tinha 44 anos e estava a prestar apoio, controlando o trânsito e facilitando a acção dos bombeiros.
O acidente ocorreu às 02h30, quando um dos veículos dos bombeiros efectuava "uma manobra de recuo e o rodado da frente do veículo atingiu o militar, que estava do lado oposto do condutor, que não deu conta da sua presença", disse o comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, António Antunes, adiantando que o militar, "ao ser apanhado pelo rodado terá caído e o pesado autotanque passou-lhe por cima, causando-lhe morte imediata".
O militar estava "perfeitamente identificado com colete reflector", disse o comandante distrital da GNR de Castelo Branco, tenente-coronel Hélder Almeida, adiantando que o autotanque "ia efectuar uma manobra. Estava a curvar".
O comandante dos Bombeiros e da GNR são unânimes em afirmar que o condutor do autotanque, de 30 anos, ficou "bastante transtornado".
"Está com apoio psicológico, pois ficou de rastos com o que se passou", disse o comandante dos Bombeiros, realçando que fez análises ao sangue no hospital que "não acusaram nada de irregular".
IRMÃO MORREU ATROPELADO HÁ DOZE ANOS
O cabo António Costa tinha 44 anos, era natural de Benespera (Guarda) e estava há 13 anos a prestar serviço no posto do Fundão da GNR. Era casado e pai de duas meninas de quatro e seis anos. Esta não foi a primeira vez que a sua família se viu envolvida numa tragédia: há doze anos, um irmão de António Costa, que também era militar da GNR, morreu também por atropelamento.
A inesperada morte era ontem chorada na cidade, por ser uma pessoa estimada. "Era um homem bom, que se esforçava por cumprir a sua missão e honrar a farda, não descurando a família", disse um dos militares que estava no posto. "É um dia muito triste para todos, os bombeiros e a GNR estão profundamente consternados com o acidente", disse o comandante António Antunes, frisando que há "um óptimo relacionamento e temos os quartéis lado a lado".
MORADORES CONSTERNADOS
À hora a que o incêndio deflagrou a população de Telhado estava a dormir e as pessoas que se aperceberam estavam com a atenção centrada no local em chamas e no seu combate, pelo que não se aperceberam do atropelamento. "Só reparei que algo de grave se estava a passar quando ouvi gritos e vi o condutor do autotanque muito aflito", disse uma testemunha, que não se quis identificar.
A trágica morte do cabo António Costa chocou os moradores, que discutiam o assunto entre eles, mas nenhum quis entrar em pormenores sobre o que se passou. "Foi um acidente, o condutor dos bombeiros não olhou bem e quando se apercebeu já era tarde de mais", disse um morador.
PORMENORES
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
As circunstâncias em que o acidente ocorreu estão a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação Criminal da Brigada de Trânsito da GNR. O inquérito foi aberto de imediato.
MORTE IMEDIATA
O cabo António Costa terá sofrido morte imediata, por ter sido atingido ao longo do corpo e na cabeça pelo rodado do autotanque, que pesa várias toneladas.
CARRO QUEIMADO
Os Bombeiros foram à localidade de Telhado, a oito quilómetros do Fundão, apagar um incêndio que deflagrara num veículo automóvel que estava estacionado numa garagem.
Isabel Jordão / Jerónimo Clemente
CUIDADO CAMARADAS, QUEM NOS INCENDIOS AINDA NÃO SE APERCEBEU QUE É TUDO DE QUALQUER MANEIRA, MEIA BOLA E FORÇA, AINDA HÁ DIAS ME IA ACONTECENDO O MESMO!!

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